Nice e Munique: Qual a ligação dos ataques com o Brasil?

Ataque Munique estado islâmico (foto 2 repodução Youtube)
Ataques hoje em Munique Alemanha.

Estado Islâmico: Sem tréguas terrorismo do EI muda o foco e promove ataques fora dos grandes centros.

Depois da notícia de que foram presos na última quinta-feira (21) dez brasileiros ligados ao Estado Islâmico (EI), quase nada se sabe sobre o que estariam planejando.

As autoridades procuram mostrar que a situação está sob controle e que durante os Jogos Olímpicos haverá segurança suficiente.

Porém, os últimos acontecimentos apontam para uma clara mudança de estratégia dos terroristas.

Ataques na Alemanha

Nesta sexta-feira (22), um tiroteio no maior shopping center de Munique deixou pelo menos 8 mortos e ainda não se sabe o número de feridos. A policia procura por três atiradores.

Suspeita-se que, mais uma vez, o EI esteja relacionado com o ataque. Na última segunda-feira (18), um homem atacou com machado os passageiros de um trem em Wurzburg, no interior, ferindo quatro pessoas. Este atentado foi reivindicado pelo EI.

A lição de Nice

Em um dia de comemoração nacional, quando a maior preocupação das autoridades se voltava para Paris, um homem sozinho atacou Nice, cidade litorânea que, em pleno verão europeu, estava repleta de turistas.

Foram registradas 84 mortes e agora se sabe que o “lobo solitário” vinha planejando o ataque e que teve cúmplices. Nenhum dos envolvidos estava fichado pelos serviços de inteligência francês.

O novo terrorismo

Os últimos acontecimentos alertam para uma mudança de foco do terror. Enquanto as polícias tratam de resguardar os grandes centros, os ataques começam a se espalhar. Tornou-se impossível prever ataques de indivíduos praticando ações diversas.

O Estado Islâmico está por trás de tudo?

O que se sabe até agora sobre o EI, é muito pouco diante da sua capacidade de recrutamento. A teoria de que seus seguidores seriam muçulmanos religiosos radicais caiu por terra.

Qualquer pessoa que queira se unir à causa, pode fazê-lo através da internet, usando principalmente a “deep-web”, mesmo sem ter qualquer contato direto com o grupo.

E como forma de propaganda, qualquer atentado pode ao mesmo tempo, ser reivindicado pelo grupo extremista.

Os riscos de atentados no Brasil

No caso dos terroristas brasileiros, o que se sabe é que haviam discutido sobre diferentes formas de praticar atentados.

Os detalhes são mantidos sob sigilo, mas é óbvio que nada está sob controle. A maior preocupação é proteger as delegações que virão para os Jogos Olímpicos, com especial atenção para norte-americanos, franceses e israelenses.

Há mais controle dos passageiros e bagagens, porém nenhum controle sobre pessoas que circulam nos aeroportos do país, por exemplo.
Todas as autoridades mundiais concordam que seria impossível prever ataques de “lobos solitários”.
O Estado Islâmico, que perde território no Oriente Médio, mantém seu propósito de dominar o ocidente.

Estado Islâmico (EI) pelo Telegram

Segundo informou a empresa de cyber inteligência “Global Intelligence Insight”, via Twitter, houve troca de mensagens pela rede Telegram.

Simpatizantes do grupo radical afirmaram que o ataque de Munique, ocorrido hoje na Alemanha, é uma demonstração do que poderá vir para Jogos Olímpicos no Brasil.
A empresa divulgou a mensagem: “Postagens em grupos pró-Isis alertam que esse é um sinal indireto para os próximos ataques nas Olimpíadas do Rio”

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