Maduro quer assumir o Mercosul e rechaça articulação de “manobra” do Brasil

presidente-da-venezuela-nicolas-maduro (quote)Maduro acusa Jose Serra de ‘atrasar’ a transferência do cargo para Venezuela e rebateu a iniciativa: “Rechaço as insolentes e amorais declarações do chanceler do Brasil”

A manobra de representante do Brasil

José Serra quer tentar evitar que a presidência do Mercosul vá para as mão de Maduro, e sua iniciativa gerou imediata reação do presidente venezuelano.
Maduro usou o Twitter e chamou de “insolentes e amorais”, as declarações do Brasil.

[box type=”note” fontsize=”16″]Nicolás postou no Twitter : “A República Bolivariana da Venezuela rechaça as insolentes e amorais declarações do chanceler de facto do Brasil”, escreveu.[/box]

Entre outras falas, ele também acusa o Brasil de ter sofrido um “golpe de estado” e que o “golpe” vulnerou a vontade de milhões de cidadãos brasileiros, que elegeram Dilma Rousseff.

Maduro acusa Serra e o Brasil

Maduro ainda acusa o chanceler do Brasil, José Serra de se somar, ao que ele chama, de uma “conspiração internacional de direita” contra a Venezuela.

O presidente venezuelano diz que a ação de Serra, deixa vulnerável os “princípios básicos que regem as relações internacionais”, critica Maduro.

Tentativa de evitar Maduro

José Serra, ministro das Relações Exteriores do Brasil, está unindo seus esforços na tentativa de evitar que a Venezuela assuma a presidência, mesmo que temporária, do Mercosul.

O ministro teve um encontro com o mandatário do Uruguai, Tabaré Vázquez, em Montevidéu, para articular uma possível manobra e tentar evitar a posse.

Serra também convidou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para a reunião, que contou também com a presença do chanceler do Uruguai, Rodolfo Nin Novoa.

A intenção é de que a transferência seja adiada para agosto, visto que a Venezuela de Maduro enfrenta uma seria crise econômica, além da instabilidade política que ameaça o governo de Nicolás Maduro.

Justificativas

Também consta, que o governo venezuelano ainda não conseguiu apresentar todas as garantias exigidas para sua integração ao bloco.
Entre elas estão a não adequação e adesão ao acordo tarifário prevista para integrar o Mercosul, cobrada da Venezuela desde 2012, quando entrou.

Neste dia 11 e Julho esta prevista a reunião que decidira sobre o futuro do Mercosul, o Brasil, a Argentina, o Paraguai e o Uruguai devem se reunir para tentar achar uma solução.

Fica clara a intensão de se evitar que a presidência do Mercosul vá para as mãos de Maduro no segundo semestre de 2016, a transferência esta prevista para o dia 12.

República Bolivariana

Em 2009, período em que a Venezuela era governada por Hugo Chavez, em uma reunião o senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), afirmou que o país não era um interlocutor confiável.
Na época, Chávez pleiteava o “poder de veto” em acordos com outros países, caso eles fossem incompatíveis o governo ‘Chavista” e com a “Clausura Democrática”.
Na mesma época o senador, Tasso Jereissati, (PSDB-C), chegou a
comparar Chavez ao ditador nazista Adolph Hitler, dizendo  que a personalidade do governante seria um “obstáculo ao processo de adesão” da Venezuela ao bloco.

O Mercosul é hoje composto por Brasil, Argentina, Uruguai,Paraguai e Venezuela, e tem como países associados, Colômbia, Chile, Bolívia, Peru e Equador, atualmente como observadores, Nova Zelândia e México.


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