Presos suspeitos de planejar ataque terrorista no Brasil durante os Jogos Olímpicos

estado-islamicol quotePresos hoje suspeitos de planejar ataques terroristas no Brasil durante as Olimpíadas Rio 2016.
Integrantes do grupo fizeram juramento ao Estado Islâmico. Quais seriam os alvos?

Dentro de duas semanas terão início os Jogos Olímpicos Rio 2016.
A revelação da prisão de dez pessoas, que teriam sido “batizadas” pelo Estado Islâmico (EI), tenta mostrar que as autoridades brasileiras estão em alerta e que têm condições de evitar ataques terroristas.
Foram expedidos doze mandados no total, porém dois integrantes do grupo ainda não foram presos.
Na manhã desta quinta-feira (21), o Ministro da Justiça Alexandre de Moraes convocou entrevista coletiva à imprensa, para divulgar a notícia da prisão dos integrantes do que chamou de “grupo desorganizado”.
Segundo o ministro, eram pessoas que se comunicavam através de redes sociais, Whatsapp e Telegram, e que estariam na fase denominada pela lei antiterrorismo de “ação preparatória”.
A prisão preventiva vale por 30 dias, que podem ser prorrogados por mais 30.

Quem são os suspeitos

Dos dez presos, duas duplas se conheciam pessoalmente. Dois já cumpriram pena por homicídio.

Compras no Paraguay

A investigação começou em abril no Paraná, onde reside aquele que está sendo considerado o líder do grupo. Entre as mensagens trocadas por este indivíduo, está uma sequência de e-mails para uma loja paraguaia que vende armas ilegais.

O interesse era pela compra de um fuzil AK47. Esta tentativa de compra foi o momento crucial, que caracterizou a ação como “ato preparatório” e permitiu as prisões. Ele também manifestou interesse em viajar ao exterior para um contato pessoal com o EI, porém disse depois haver desistido por falta de dinheiro para a viagem.

Mensagens suspeitas

As mensagens trocadas entre os presos demonstram a progressão da ideia de uma ação efetiva. Não foi divulgada nenhuma informação sobre possíveis alvos, mas há declarações de que os ataques se dariam durante os Jogos.

Através das mensagens, a Polícia Federal constatou que o Brasil deixou de ser considerado “neutro” e passou a ser “alvo” devido à realização da Olimpíada.

Tudo indica que a intenção era de fazer um ataque com tiros. Na comunicação entre os membros do grupo há instruções para que começassem a praticar artes marciais e tiro.
O grupo também comemorou entusiasticamente o ataque feito na boate em Orlando, demonstrando sua preferência por este tipo de ação.


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Celulares e computadores apreendidos

Foram apreendidos computadores e celulares dos presos, que devem ser rapidamente periciados em busca de mais detalhes sobre a ação.
As informações sobre os integrantes do grupo está sob sigilo de Justiça.

O que foi divulgado até agora é que as prisões foram executadas no Paraná, Amazonas, Ceará, Pará, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul.
O ministro fez questão de enfatizar o caráter “amador” do grupo e afirmou que a “questão da segurança pública gera mais preocupação do que o terrorismo”.

Também está sendo investigada uma ONG, que estaria promovendo palestras com suposta apologia ao EI. A palestrante, cuja identidade não foi revelada, teve condução coercitiva decretada pela Polícia Federal.

Os presos são todos brasileiros e não saíram do país.

O Ministério Público Federal reitera que “o contato entre os indivíduos se dava essencialmente por meio de redes sociais e demais modos de comunicação virtual”.
Como então foram rastreadas as mensagens? A resposta pode estar oculta em uma declaração do ministro da Justiça, quando afirmou que o grupo era “desorganizado”, o que pode sugerir que havia entre eles um agente infiltrado.

Esta operação, batizada de Hashtag, conta com a colaboração de 106 agências internacionais de inteligência. Esta foi a primeira célula terrorista detectada no Brasi

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