Recibos de Lula: verdadeiros, porém ‘ideologicamente falsos’, entenda

O recibos de Lula, referentes a alugueis do apartamento vizinho ao seu, podem sim ser verdadeiros, porém ideologicamente falsos, entenda a alegação do MPF.

Os recibos de Lula, apresentados pela sua defesa no processo que corre no MPF,  tentam provar que o réu fez pagamentos referentes a alugueis de um apartamento vizinho ao seu em São Bernardo do Campo, o imóvel é parte da investigação do processo que corre contra o petista.

Lula, é réu no referido processo, acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, a ação penal apura supostas propinas da Odeberecht, entre elas paira a suspeita da empresa ter custeado a compra do apartamento, colocado em nome do engenheiro Glaucos da Costamarques, primo do amigo do ex-presidente, o pecuarista José Carlos Bumlai.

Recibos de Lula podem ser verdadeiros, mas foram considerados ideologicamente falsos, entenda!

A primeira manifestação referente aos documentos, constante no primeiro parágrafo do parecer do MPF, vem “arguir a falsidade dos

documentos apresentados pela defesa de LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA”, ou seja vem , imputar, acusar, qualificar a documentação como falsa. desqualificando as provas apresentadas pela defesa do réu.
O manifesto segue dizendo que, também eram falsas as declarações de imposto de renda de Costamarques, Lula e Marisa, já falecida, esposa do réu.
O MPF alega ainda que, até novembro de 2015, não houve pagamentos de valores referentes a locação do imóvel, e que os depósitos, feitos em espécie, só foram realizados partir de dezembro de 2015, “com o fim de escamotear justamente a ausência de real locação do imóvel em questão”.
O extenso documento, abre a alegação sobre a falsidade ideológica dos recibos, dizendo que há elementos que indicam,  que os 26 (vinte e seis) supostos recibos apresentados pela defesa de “foram confeccionados para dar falso amparo à locação simulada do apartamento n. 121, isto é, indicativos de que se trata de documentos falsos“.
Em suma o MPF, além de pedir os originais dos documentos apresentados, alega que, embora fique comprovada que os recibos foram assinados pelo réu Glaucos da Costamarques, foram confeccionados com intuito de produzir prova falsa, portando o tiro pode ter saído pela culatra, pois, se comprovadas as suspeitas, acabará imputando ao Sr Luis Inácio Lula da Silva, mais um crime.

Vale ressaltar que no documento, o MPF propõe que seja “determinada a instauração em apartado Incidente de Falsidade Documental, nos termos do artigo 145 e seguintes do Código de Processo Penal”

Baixe o pdf da íntegra do parecer: CLIQUE AQUI

 

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